O Moulin Rouge!

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Hoje vou contar a história de um dos cabarés mais famosos do mundo: o Moulin Rouge! Afinal de contas... Certas coisas não se aprendem na sala de aula, mas são muito interessantes de se conhecer a história.

Fundação

Poster feito por Jules Cherét em 1890
Moulin Rouge, ou Moinho vermelho, foi fundado no ano de 1889 por Charles Zidler e Joseph Oller, sendo a zona de Pigalle no Boulevard de Clichy, ao pé de Montmartre, em Paris (dã)França (dã 2x). A abertura do cabaret famoso por seu grande moinho no telhado foi um verdadeiro marco na Belle Epóque, exibindo a cultura e otimismo no qual a França vivia na virada do século. Criado na parte mais podre de Paris, seus fundadores tinham como objetivo atrair os mais abastados para fora de Monrmartre.
este ultimo o dono de outra grande atração noturna parisiense que ainda permanece aberta, o Paris Olympia. O Moulin Rouge está localizado exatamente
Apelidado de "o primeiro palácio das mulheres", Moulin rouge foi logo um grande sucesso, onde vários elementos combinados garantiam casa cheia, como: a moderna arquitetura, que permitia uma mudança rápida de cenários, noites de Champanhe para as pessoas dançarem e se divertirem, o inovador Can-can (dança inspirada nas antigas danças de quadrilha), a presença de dançarinos famosos como la Goulue , Jane Avril , la Môme Fromage, Grille d'égout, Nini Pattes en l'Air, Yvette Guilbert... E a presença de grandes nomes, principalmente Toulouse-Lautrec, que com seus cartazes e pinturas do cabaré garantiram uma rápida fama internacional ao lugar.

Maiores sucessos

Alguns espetáculos apresentados no Moulin Rouge simplesmente marcaram a história do lugar. Dentre eles,
vale destacar:
- Pétomane: são concertos com dança que marcaram os primeiros anos do cabaré. Inspirados em atrações de circo, até hoje ainda acontecem diariamente depois das 22h
- Footit e Chocolat: um espetáculo cômico feito por dois palhaços, um branco autoritário e um negro, o sofrido Auguste.Ficou "em cartaz" entre 1890 e 1910.
Após entrar em reforma em 1903, o Moulin Rouge apareceu com um novo conceito de entreterimento: as operetas. Até o término da Primeira Guerra Mundial, o cabaré se tornou o verdadeiro templo das operetas, sendo as mais bem sucedidas:  Voluptata, La Feuille de Vigne, le Rêve d'Egypte e Tais-toi m'affoles tu.

A Mistinguett

Após o incêndio que destruiu o Moulin Rouge em 1915 e sua reabertura em 1921, uma artista foi predominante frente as demais nos palcos do cabaré: Jeanne Bourgeois florentino, ou Mistinguett. Seu talento era tanto que ela em é até hoje uma das artistas (mulher) mais bem pagas da história. Sua primeira
aparição nos palcos do Moulin Rouge, na Revue de la Femme em 1907 mostraram que apesar de não ser mais bonita, era de uma genialidade artística sem igual.
Pode-se dizer que ela foi a responsável pelo retorno da fama do cabaré depois da Primeira Guerra e da reinauguração, já com Francis Salabert à cargo de gerenciar o Moulin Rouge.
Mistinguett foi responsável por várias musicas que até hoje são presentes no repertório do lugar, como "Valencia", "Ça c'est Paris", "Il m'a vue nue", "No m 'terno", "La Java de Doudoune ". Também criou junto a Jean-Jacques os espetáculos La revue Mistinguett, Ça c'est Paris e Paris qui tourne.


Anos 30 e Segunda Guerra

Com a aposentadoria de Mistinguett em 1929, o Moulin Rouge viveu uma nova reviravolta em seu estilo de entreterimento. O estabelecimento tornou-se um ultra-moderno clube noturno, onde bandas de Jazz americanas se tornaram o prato do dia. Estrelas do Jazz como Adelaide Hall abrilhantavam as noites nos anos trinta, acompanhados da Jazz Plantation Orchestra. Chegou a receber até as atrações do famosíssimo clube de Jazz Cotton Club, diretamente de Nova York.
Mas todo este brilho se viu interrompido com a eclosão da Segunda Guerra Mundial. O Moulin Rouge encerrou mais uma vez suas atividades, recusando-se a entreter em tempos tão obscuros da História da França... E do mundo.
Suas atividades só retornaram em 1944, alguns dias depois da libertação de Paris, com uma bela apresentação da estrela em ascensão Edith Piaf, em compania de Yves Montand.

A renovação e atualidade

Com a aquisição do Moulin Rouge por Georges France, o espaço entra de novo em uma nova etapa de reformulação, trazendo mais espaço para um novo auditório e também uma nova decoração (presente até
hoje). Frances também manda reformular a cozinha do lugar, com o intuito de atender a cada vez mais crescente clientela internacional com o melhor da gastronomia francesa.
Os espetáculos voltaram a ter a "aura" da Belle Epóque, trazendo o Can-can e outras peças que ainda hoje fazem com que o Moulin Rouge seja não só o mais famoso... Mas o mais visitado cabaré do mundo!

Moulin Rouge no cinema

É lógico que o cabaré mais famoso do mundo seria imortalizado pela sétima arte. Lembrando que ele era a principal pérola de uma cidade que vivia uma ascensão esplendorosa na virada do século... E que vivia também a novidade da invenção do cinema. O primeiro filme sobre o Moulin Rouge (na verdade quatro
primeiros) foi Quadrille dansé par les étoiles du Moulin-Rouge 1,2&3 (1899–1902), produzidos por Pathé.
Como foram produzidos muitos filmes com este cabaré (13 no total), vou me concentrar somente no mais famoso... E provavelmente o que muitos achavam que era o único - Moulin Rouge! Amor em vermelho.
Esta superprodução de 2001 merece todo o meu respeito não só por trazer o brilho da Belle Epóque e do cabaré mais famoso às telonas... Mas por trazer "a moda" dos grandes musicais no cinema. Que desde o final da década de 70 se limitava as animações da Disney.
Dirigido por Baz Luhrmann, o filme conta a história de um jovem poeta, Christian, que desafia a autoridade do pai ao se mudar para Montmartre, em Paris, considerado um lugar amoral, boêmio e onde todos são viciados em absinto. Lá, ele é acolhido por Toulouse-Lautrec e seus amigos, cujas vidas são centradas em Moulin Rouge, um salão de dança, um clube noturno e um bordel (mas cheio de glamour) de sexo, drogas, eletricidade e - o que é ainda mais chocante - de cancan. É então que Christian se apaixona pela mais bela cortesã do Moulin Rouge, Satine. Vale a pena ver!








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2 comentários

  1. Acho incrível o Moulin Rouge, espero que um dia eu possa conhecer! Adorei seu blog já estou te seguindo! Bjus

    http://www.decoturnoespikes.com.br/

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  2. Fantastic post, sweet dear! I know that should I ever have the great pleasuring of being in Paris, that is one of the top spots I'll be heading for.

    Big hugs & tons of happy weekend wishes,
    ♥ Jessica

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