Entrando no mundo vintage: Jazz Age e Flappers (parte I)

terça-feira, janeiro 07, 2014

Este post é será bem interessante, pois será meio que a continuidade do post da Larissa "entrando no mundo vintage" em seu blog How to be a lady?. Estava lendo atentamente a seu post adorável, e bem didático sobre como entrar nesta nossa linda subcultura e resolvi fazer um post para aqueles que se interessam pela cultura dos anos 20 mas não sabem por onde começar.
Seguindo a linha de raciocínio da Lara, vamos começar primeiramente pela subcultura e seus segmentos e características ok?! E como é um assunto bem extenso, provavelmente dividirei em partes, para não virar uma Bíblia online...


O que foi os "Loucos anos 20"?


Roaring Twenties é um termo às vezes usado para se referir à década de 1920 como um período de efervescência cultural em Nova York, Chicago, Paris, Berlim, Londres e em muitas outras grandes cidades, durante uma época de sustentada prosperidade econômica.

O espírito dos Roaring Twenties era marcado por um sentimento geral de descontinuidade associado com a modernidade e com uma ruptura com as antigas tradições. Tudo parecia ser viável através da tecnologia moderna. Novas possibilidades tecnológicas, especialmente os automóveis, as imagens em movimento e o rádio proliferaram a "modernidade" para uma grande parte da população. Os antigos ares formais e decorativos foram derrubados em favor da praticidade, tanto na vida diária quanto na arquitetura. Ao mesmo tempo, o jazz e danças em geral tornaram-se populares, em oposição ao estado de espírito do fantasma da Primeira Guerra Mundial. O período também pode ser conhecido como a Era do Jazz, por causa da ascenção deste ritmo musical. 



Quem eram as flappers? 


Flapper, ou melindrosa no Brasil, era o termo utilizado para as mulheres da geração ocidental do pós guerra até a crise de 1929, que passaram a usar saias curtas (acima do tornozelo), cortavam os cabelos com cortes masculinos, ouviam Jazz e apresentavam grande desprezo a qualquer regra ou etiqueta imposta pela sociedade tradicional. Elas eram famosas por seu comportamento extravagante e maquiagem exagerada, por
dirigirem carros e beberem com os homens, e tratando certos assuntos tabu, como o sexo, com muita informalidade. Os grandes símbolos da cultura flapper foram atrizes como  Clara Bow , Louise Brooks , Colleen Moore e Joan Crawford. Escritores dos Estados Unidos, como F. Scott Fitzgerald e Anita Loos e ilustradores como Russell Patterson , John Held, Jr. , Ethel Hays e Faith Burrows mundializaram a figura da melindrosa como atraente, imprudente e independente. O papel da flapper também pode ser visto como umas das primeiras revoltas comportamentais femininas frente ao papel de "boa moça" imposta pela sociedade.


Jazz e suas variações dos anos 20.


Falar de anos 20 e não se falar de Jazz é uma grande incoerência, pois um depende do outro. Foi neste período que o ritmo deixou de ser apenas um ritmo novo de Nova Orleans para tomar todas as casas dos Estados Unidos. O rádio agora permitia que os americanos pudessem experimentar novos estilos musicais, o que deu ao Jazz a sua grande chance de tomar seu lugar de direito. O Jazz tornou-se o símbolo da juventude dos anos 20, que ia de encontro com os valores das gerações anteriores.
A proibição da venda de bebidas alcoólicas nos Estados Unidos, que vigorou de 1920 a 1933, surgiu um novo tipo de bar, os speakeasies, locais onde a bebida era vendida ilegalmente. Esses estabelecimentos
Mulheres dançando Charleston
acabaram sendo grandes difusores do jazz, que, por isso, ganhou a reputação de ser um estilo musical imoral. Nesse período, em 1922, a Original Creole Jazz Band se tornou a primeira banda de jazz de músicos negros de Nova Orléans a fazer gravações. No entanto, era Chicago o novo centro do desenvolvimento do Dixieland (ou Jazz tradicional, onde se encaixam canções de ragtime e blues), porque lá se juntaram King Oliver e Bill Jonhson. Naquele ano Bessie Smith, famosa cantora de blues, também gravou pela primeira vez. Na época havia um grande mercado para a música dançante influenciada pelo Jazz tocada por orquestras de músicos brancos, como a de Jean GoldKette e a de Paul Whiteman. Dentre as danças mais famosas desta década destaca-se o charleston, onde as mulheres dançavam e mostravam mais as pernas porque as saias eram mais curtas e tinham o cabelo à garçonne.


Como disse... Este post terá que ter uma segunda parte, e olha que eu estou deixando tudo bem resumidinho para não ficar chato... Enfim... Em breve continuo este guia para entender... E amar a subcultura flapper e Jazz age. E para deixar com um gostinho de quero mais, algumas imagens dessa época divina.















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1 comentários

  1. Great information! I love seeing photos of regular women from the past. Photos of movie stars are great but the everyday woman is great style inspiration too.

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