Em busca da real beleza

terça-feira, janeiro 28, 2014

Hoje estava lendo um texto que me colocou para pensar em algo: porque nós paramos tanto para falar do passado?
Bom, o texto que eu estava lendo tinha um título que, apesar de simples, pode gerar uma tremenda polêmica: a a beleza. O texto de minha amiga (segue o link para quem se interessar) de facebook falava

sobre a nossa atualidade, o verdadeiro "culto a feiura" no qual vivemos.
Nesse contexto, o que tem ser vintage a ver com isso? Ser vintage é algo que aparece para nossa vida carente de coisas genuinamente belas, nossas almas sedentas por beleza em um mundo estranho e feio. Me desculpa se você acha bonito essas construções de hoje em dia, que parecem uma versão agigantada e insossa de lego cinza e vidro... O se você acha que é arte a musica da Anita, com a sua gama de arranjos e melodias originais (só que não)... Não quero esnobar, o que também acho que é chato isso que acabei de fazer, pedir desculpas por ter um gosto inclinado para o que é belo de se ouvir, saber apreciar uma melodia de Wagner ou Tchaikowsky, gostar de roupas que tenham algo a dizer e não a revelar do meu corpo de forma vulgar. Acho que essa verdadeira censura a se falar que algo é bonito ou não vem de parte de pessoas inseguras, que morrem de medo de serem chamados de feios. O que torna tudo mais engraçado é que, além de ter de viver em um mundo feio, somos obrigados a achá-lo bonito, pois se discordamos é esnobismo. Acontece que nós acabamos por nos ver presos a um escapismo mudo, onde tentar reviver épocas onde a beleza era apreciada e compartilhada se torna uma missão... E por isso somos considerados "esquisitos", "anormais". Mas de boa? Na boa mesmo? Prefiro ser a anormal que curte coisa velha, demodê, tanto no quesito material quanto filosófico... A exaltar um urinol como arte, e 50 tons de cinza como literatura. É bom ter os sentidos arrebatados por uma bela sinfonia, apreciar um belo quadro ou mesmo admirar a arquitetura de um teatro antigo.
Nós amantes da cultura vintage vivemos a síntese do amor descrito por Platão, aquele amor no qual se admira porém não o possui. Algo transcendental, mas que nunca se concretiza pela grande barreira do tempo que nos separa de nosso amado. Por isso me considero vintage, e acima de tudo, não acho que ser vintage seja uma simples "modinha" limitada a poás e olhos de gatinha... É arrebatar-se por uma beleza até então esquecida, oculta nos antigos baús da vovó ou nos prédios esquecidos nas partes velhas das cidades.
Precisamos de arte, de beleza... Para que nossa mera existência faça sentido!

Para quem se interessar, fica aqui o doc que eu também me inspirei para escrever isso. E encerro com uma série de fotos de coisas simples e belas para, quem sabe, alegrar o seu dia!







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1 comentários

  1. A indicação do seu blog está aqui, espero que goste!

    http://retrockabillyzandolnv.blogspot.com.br/2014/02/indicacao-de-blogs-que-valem-sua-visita.html

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