Book inspiration - Orgulho e preconceito

segunda-feira, outubro 28, 2013

Desde que me lembro por gente, fui uma assídua devoradora de livros.
Graças a meu bom Deus fui criada em uma família que sempre me ajudou a desenvolver este belo hábito. Meus pais sempre me deram um monte daqueles livrinhos de estorinhas da Disney e afins.
Na adolescência me afundei naqueles velhos clássicos da literatura brasileira e internacional. Joaquim Manoel de Macedo, Machado de Assis, Shakespeare... E por aí vai... Mas minha maior tristeza foi quando entrei para a faculdade, que perdi completamente o tempo de leitura... Para a leitura! Meu curso tinha (e tem...) toneladas de material de leitura, que me fez ficar um bom tempo distante da literatura. Bom... Agora que me formei, estou começando a colocar minhas leituras em dia, lendo clássicos que há anos não pude ler e que ainda tinha vontade.
Comecei com um clássico para toda garota, o mítico romance de Jane Austen Orgulho e Preconceito. Acho que desde meus 16 anos queria ler esta linda obra, que a exatos 200 anos deixa os corações femininos atordoados. Acho que os clássicos de Jane Austen são os equivalentes para adultas dos clássicos da Disney para as meninas. São livros que fazem todas as meninas suspirarem pensando que um dia chegará a hora delas de viver o seus papéis de heroínas austeneanas. Seus clássicos são para transformar qualquer Crepúsculo ou 50 tons de cinza em papel higiênico.
Porque essa minha fala? Os livros dela vão além daquela velha fórmula de romancinhos hollywoodianos de "garoto-conhece-garota"... Quem faz essa leitura superficial (ou vê os filmes e se põe como um profundo conhecedor de Jane Austen) se engana redondamente. Talvez se ela fosse o que o que os outros pensam dela, acho que os romances dela não teriam sobrevivido no imaginário por tanto tempo. Os livros de Austen são como um belo quadro, no qual a cada olhada você tem uma nova perspectiva, dando novos significados aos mínimos detalhes que compõem toda a tela. Seus livros foram escritos com tamanha genialidade que se tornaram atemporais. Os temas abordados nas suas páginas encontram-se até hoje presentes de certa forma em nossa sociedade.
Quanto ao livro... A história é a seguinte:

Mr. Bingley, um jovem e saudável cavalheiro, aluga uma propriedade no campo chamada Netherfield, perto dos Bennet. Ele chega à cidade acompanhado de sua irmã, Caroline Bingley, e de um amigo, Mr. Darcy. Ao saber desta notícia, Mrs. Bennet, a matriarca de uma família de cinco filhas, importuna seu esposo, o nobre Sr. Bennet, que estreite os laços de amizade com os recém chegados, pensando na possibilidade de enlaces matrimoniais entre suas filhas e os nobres rapazes. Enquanto Bingley é bem recebido pela comunidade, Darcy mantém uma postura mais distante e desconfiada com relação às pessoas do campo, o que faz com que sua figura seja vítima do desprezo e antipatia de todos.
Bingley e Jane Bennet iniciam um "relacionamento", os dois se apaixonam quase que instantaneamente, mas a timidez de Jane sempre deixa Bingley em duvida. Tudo isto a despeito das interferências inadequadas e embaraçosas de Mrs. Bennet e da oposição da irmã de Bingley, que considera Jane socialmente inferior. Enquanto isso, Elizabeth é “ferida” pela rejeição de Darcy durante uma dança local, e decide rebater a indiferença dele com sua perspicácia e espirituosidade. Elizabeth começa, por sua vez, uma amizade com Mr. Wickham, um oficial que tem animosidades com Darcy. Wickham conta a ela que foi maltratado pelo mesmo, e Elizabeth imediatamente soma tais informações entre os motivos de seu ódio a Darcy. Ironicamente, mas sem o conhecimento dela, Darcy começa a se interessar, aos poucos, por Elizabeth. Quando Bingley parece resolvido a propor casamento a Jane, ele deixa repentinamente Netherfield, deixando Jane confusa e desapontada. Elizabeth se convence de que as irmãs de Bingley e Darcy conspiraram para separar os dois apaixonados.
Enquanto isto há um outro problema, Mr. Collins, sobrinho do Mr. Bennet e futuro herdeiro de Longbourn, chega com um obejtivo a casa dos Bennets: achar uma noiva. Mr. Bennet e Elizabeth não aprovam o seu comportamento egoísta e pedante; Collins se interessa por Jane, mas quando sabe de suas pretensões por Bingley, se volta para Elizabeth, a quem propõe casamento. Elizabeth o rejeita, para desgosto da inadequada Mrs. Bennet. Collins, então, propõe casamento para a amiga íntima de Elizabeth, Charlotte Lucas, que aceita. 

Na primavera, Elizabeth acompanha Charlotte e seu primo à paróquia de Kent, que é vizinha de Rosings Park, a grande mansão da tia de Mr. Darcy, Lady Catherine de Bourgh. Ao visitar Lady Catherine, Mr. Darcy encontra Elizabeth, e ela acaba descobrindo que ele foi a causa da separação de Bingley e Jane. Depois, Darcy admite seu amor por Elizabeth e se declara, mas essa o recusa, sob a alegação de ele ter separado sua irmã de Bingley.
Mediante a veemência das acusações de Elizabeth, Darcy lhe escreve uma carta, justificando suas ações. A carta revela, também, que Wickham dissipara seus bens, os quais o pai de Darcy concedera, e depois o acusara. Para se vingar da família de Darcy, Wickham seduzira sua jovem irmã Georgiana—para ganhar sua
mão e a fortuna, persuadindo-a a fugir com ele—e depois a abandonara. Sobre Bingley e Jane, Darcy justifica suas ações sob a alegação de que Jane não parecia demonstrar reciprocidade no relacionamento com Bingley.
Darcy admite antevir desvantagens na ligação com a família de Elizabeth, especialmente com sua embaraçosa mãe e suas jovens irmãs. Após ler a carta, Elizabeth admite não depositar muita credibilidade nas ações de Wickham, e que suas primeiras impressões sobre Darcy podem não estar certas, e retorna para casa.
Alguns meses mais tarde, durante um passeio por Derbyshire com seus tios, Elizabeth visita Pemberley, a casa de Darcy. A caseira de Darcy, uma velha senhora que o criou desde a infância, presenteia Elizabeth e seus parentes com uma impressão benevolente e correta do caráter de Darcy. Inesperadamente, ele chega e trata
Elizabeth e seus parentes com cordialidade, apresentando sua irmã Georgiana.
As relações entre Elizabeth e Darcy são interrompidas quando Lydia, a jovem irmã de Elizabeth, foge com Wickham que, na verdade, não tem planos de casar com ela. Tal fato pode significar a ruína da família dos Bennet. Sob a intervenção do tio de Elizabeth, porém, Lydia e Wickham se casam, e após o casamento, visitam Longbourn. Enquanto conversa com Elizabeth, Lydia comenta a presença de Darcy em seu casamento e, surpresa, Elizabeth acaba descobrindo que o verdadeiro responsável pelo casamento e pela salvação da honra de sua família foi Darcy.
Algum tempo depois, Bingley e Darcy retornam, Bingley propõe casamento a Jane, e há rumores de que Darcy proporá casamento a Elizabeth. Lady Catherine vai até Longbourn e confronta Elizabeth, ameaçando-a para que não aceite a proposta de Darcy. Elizabeth recusa obedecê-la e, quando Darcy a visita e lhe propõe casamento, ela aceita.
No capítulo final, o livro estabelece Elizabeth e Darcy em Pemberley, e Jane e Bingley em Netherfield. Elizabeth e Jane ajudam e incentivam Kitty a adquirir graça social e ensinam Mary a aceitar a diferença entre ela e suas irmãs, que são mais belas, ocupando-se de outras atividades. Em Pemberley, Elizabeth e Georgiana se tornam
amigas. Lady Catherine fica irritada com o casamento do sobrinho Darcy, mas acaba, finalmente, aceitando.
Enfim... É fácil se apaixonar por esse livro e principalmente pelos personagens principais da trama: Elizabeth e Mr. Darcy. Elizabeth a  menina de visão única sobre um mundo, porém com defeitos que são lapidados no decorrer do livro, como sua pressa em julgar os outros e, principalmente Mr. Darcy, que a primeiros olhares parece um ser detestável, mas se revela o sonho de qualquer garota: um homem sincero, romântico, leal, de modos um pouco duros, mas com um grande coração. 

Lógico que não posso deixar de recomendar de ver o filme e a série... São duas excelentes adaptações deste belo clássico para as telonas... Mas... Não deixem de ler o livro!!!!!!!!!!!















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