O cantor de Jazz

terça-feira, agosto 06, 2013


O cantor de Jazz é considerado um marco na história do cinema por ser o primeiro longa metragem com falas e cantos, todos sincronizados com um disco de acetato. É um musical de 1927 que pode ser considerado um divisor de águas pois a partir deste, todos os filmes mudos passaram gradualmente a ser substituídos pelos filmes falados ou talkies. Al Jolson foi o protagonista do filme e a primeira pessoa na história a cantar em um filme. 
Na verdade sempre existiu a fala e o canto no cinema, pois em muitas das primeiras projeções os atores e atrizes cantavam escondidos atrás da tela, como uma dublagem, assim como muitos pianistas ficavam a frente da tela, improvisando, enquanto a projeção dos primeiros curtas seguia. Por isto, O Cantor de Jazz é considerado o primeiro filme falado, pois o som estava gravado, mas separadamente, tocando em um disco de acetato.
The Jazz Singer foi produzido pela Warner Bros. com o sistema sonoro Vitaphone. 
A história é baseada numa peça de mesmo nome, um grande sucesso da Broadway em 1925, remontada em 1927.
A história de O Cantor de Jazz começa com o jovem Jakie Rabinowitz desafiando as tradições de sua família judia tradicional, cantando numa casa de diversões norte-americana canções populares da época. Punido por seu pai, um Chazan ou cantor litúrgico da sinagoga, que queria ver seu filho seguir seus passos, Jakie foge de casa. Anos depois se torna um cantor de jazz de sucesso, mas sempre em conflito com as relações com sua família e herança cultural.
Jakie Rabinowitz no filme é apresentado como um minstrel com o rosto pintado de preto. Era uma apresentação muito comum nos Estados Unidos, o minstrel show, um tipo de teatro norte-americano de variedades que surgiu em 1830, onde alternadamente são apresentados dança, música, esquetes cômicos, atos variados, por atores brancos, de descendência européia, com a cara pintada de negro, tentando personificar de forma caricatural os negros norte-americanos. Depois da guerra civil, os atores eram frequentemente negros pintados de negro. No minstrel os negros são retratados como ignorantes, preguiçosos, supersticiosos e musicais. Sobreviveu como divertimento interpretado por atores profissionais até 1910, continuando de forma amadora até 1950. Em 1960 com as primeiras vitórias nas lutas pelos direitos civis e contra o racismo nos Estados Unidos, esta forma perdeu totalmente a sua popularidade.
Foi um dos primeiros filmes a ganhar o Oscar, dividindo a premiação especial com O Circo, de Charlie Chaplin.


BOM FILME!

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