Diary of a lost girl

terça-feira, agosto 06, 2013


Lançado no marcante ano de 1929, Diary of a lost girl é mais uma preciosidade surgida da parceira entre o cineasta alemão G. W. Pabst e a estrela do cinema mudo Louise Brooks . 
O filme foi baseado no romance best-seller controverso e com o mesmo nome, Tagebuch einer Verlorenen (1905) escrito por Margarete Böhme.
O filme conta o drama de Thymian, uma jovem mimada que vive com seu pai Robert Henning, que é um farmacêutico. Um dia a empregada Elisabeth vai-se embora e comete suicídio. O motivo? O pai de Thymian a tinha engravidado. Outra empregada é contratada, Meta, que também inicia um romance com Henning. Quando a jovem descobre sobre o caso e o suicídio de Elisabeth, fica desolada. Ao procurar consolo nas mãos de Meinert que cuida da farmácia de seu pai, acaba sendo estuprada. Thymian dá a luz uma criança, Erika Henning, que sua família entrega para adoção. Como a moça se recusa a revelar o nome do pai da criança, por medo de se ver obrigada a contrair matrimônio, a família decide mandá-la para um reformatório.
Enquanto Thymian se encontra no reformatório, Meta se torna senhora da casa e transforma o quarto de Thymian em berçário. O pai da garota e todos ao seu redor passam a ser controlados por Meta. Paralelamente também é narrada a história do Conde Osdorff, um jovem playboy, que após não conseguir se adequar a nenhuma função ditada por seu tio, lhe é oferecida a chance de descobrir por si mesmo o que fazer. Ele acaba por se tornar um aliado para Thymian.
O filme é uma crítica a sociedade burguesa alemã e suas contradições e hipocrisias, fato que se pode observar em diversos momentos do longa. É a segunda adaptação do livro, sendo a primeira de 1918, que hoje é considerada perdida. E as duas versões do filme foram censuradas, especialmente nas cenas chaves, como o estupro, por exemplo.


BOM FILME!

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